Bati o olho ontem na Viagem e Turismo desse mês e resolvi comprar. Na página 34 (só cheguei até aqui, por enquanto) tem um texto muito legal de Rui Porto. Entrei no site da revista, procurando o link, mas não foi disponibilizado e por isso resolvi copiar aqui.
"Dinâmica das viagens.
As melhores coisas da vida são feitas a dois, a três ou até em bando. Quando se trata de viajar, cada grupo pede um destino diferente.
Afirmo sempre que ter saúde é a melhor coisa do mundo. A segunda, viajar. Os maliciosos de plantão questionam: Será? Eu emendo dizendo que viajar pode incluir absolutamente tudo o que há de bom na vida. E é por isso que viajar bem acompanhado é tão legal. Há muitas maneiras de se formar grupos na hora de sair de casa: em bando, em família, só o casal, com amigos, só homens, só mulheres, filhos com o pai, filhas com a mãe. Seja qual for a configuração. uma regra vale para todas: evite grupos numerosos para que não vire uma excursão. Alguns exemplos...
A DOIS Pelo menos uma vez ao ano o casal deve tirar férias dos filhos, dos amigos, de tudo. Não importa se em feriado prolongado no Rio ou uma semana em Paris.
EM FAMILIA Falo do núcleo primário: pais e filhos, mais ninguém. Criam-se uma intimidade e uma cumplicidade que são difíceis de ter no dia a dia. Quanto mais fora do lugar-comum, melhor. Alguém país da Ásia pode ser bacana. Mas os Lençóis Maranhenses cumprem bem o papel.
PAIS E FILHOS Não há por que obrigar as filhas a assistir a partidas de futebol ou jogos de tênis se elas não suportam isso. Nem os garotos a fazer a via-sacra de loja em loja em um outlet em Miami. Mães e filhos, assim como pais e filhas, podem funcionar perfeitamente em uma viagem, basta afinarem o roteiro: pescarias no Pantanal para eles e aulas de história da arte em Florença para elas - ou nada disso.
AVÓS E NETOS Os avós viram crianças e os netos se livram dos pais por um tempo. Cruzeiros ou parques temáticos são óbvios, porém funcionam. Mas museus, como o Tate Modern, em Londres, ou o da Língua Portuguesa, em São Paulo, divertem a todos.
AMIGOS JOVENS O mochilão na Europa tornou-se praticamente um rito de passagem entre os jovens. Amigos da escola do mesmo sexo são o ajuntamento mais comum. Se o roteiro for Europa, não pode faltar Barcelona, tão bem retratada no filme Albergue Espanhol.
AMIGOS NEM TÃO JOVENS Pode ser uma turma da faculdade, do clube, do colégio. Melhor evitar viagens muito longas porque existe o perigo de pintar a nostalgia de um tempo que não volta mais ou, pior, a tentação de um acerto de contas, tema que é clichê de tantos filmes. Faço parte de um grupo chamado A Diretoria que viaja junto há 40 anos. Qualquer lugar serve desde que não faltem muita conversa, muita gargalhada e, sobretudo, muita emoção."
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