sexta-feira, 16 de março de 2012

Inglaterra + Escócia + Irlanda

A ideia inicial era passarmos apenas dois dias em Londres para "quebrar" a viagem até Shanghai. 
Tiramos as passagens de milhagem até lá e começamos a estudar as opções para chegar até a China. Depois de muita conversa fui vencida pelos argumentos de que não seria uma boa ideia enfrentarmos 14 horas de voo, um país que não falamos a língua e um regime comunista com uma criança de 5 anos. Decidimos então adiar os planos de visitar "tia Pati" e ficarmos pela Inglaterra mesmo.
Como adoro a parte de pesquisar e planejar sempre tomo para mim a responsabilidade de decidir para onde vamos e como vamos. Já começo a viajar desde aí! Leio sempre comentários de quem já foi, principalmente no Mochileiros. Dicas de lugares não muito divulgados ou populares. 
Conheci lugares lindos usando as dicas do pessoal em viagens anteriores!
Como já morei na Inglaterra (intercambio) optei por conhecer mais coisas da Escócia e da Irlanda - países que não tive oportunidade de conhecer antes. Se tivesse mais tempo adoraria voltar em cidades como Bath, York, Brighton, mas decidi, na Inglaterra, ir apenas à Cambridge onde morei. E Londres, claro! Londres nunca é demais!
Então, no final, o roteiro ficou assim:
04/04 - Recife - Lisboa 
05/04 - Lisboa 
06/04 - Lisboa - Londres
07/04 - Londres
08/04 - Londres
09/04 - Bate e volta para Cambridge
10/04 - Londres - Edinburgh de trem
11/04 - Edinburgh
12/04 - Edinburgh
13/04 - Edinburgh - Isle of Skye
14/04 - Isle of Skye - Inverness
15/04 - Inverness
16/04 - Inverness - Edinburgh - Dublin. Ficou mais interessante voltar até Edinburgh para pegar o voo para Dublin do que partindo de Inverness. 
17/04 - Dublin
18/04 - Dublin
19/04 - Dublin - Galway
20/04 - Galway
21/04 - Galway
22/04 - Galway - Dublin - Londres. Outra vez as opções de voo partindo de Dublin foram bem melhores.
23/04 - Londres - Lisboa - Recife
O 1 dias em Lisboa também não fazia parte dos planos, mas a TAP cancelou o nosso voo e relocou todos os passageiros para o dia anterior!! Sem explicação ou "ajuda" com as despesas extras. E sim, a mudança de dia acabou engolindo 4 dias das nossas férias!!

 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Roubei pra mim

Tirando um post de Natália e um outro do Papi (Ronaldo), só quem escreve (escreveu) por aqui sou eu mesmo.
Por isso me senti totalmente à vontade de "roubar" o Blog para mim.
Isso quer dizer que, apesar de estar viajando sem o grupo original (meus irmãos), vou tentar atualizar o blog e assumi-lo como meu :)

domingo, 15 de maio de 2011

Fussen – Castelo Neuschwanstein

Havíamos combinado de sair às 10hs. Assim, as mulheres teriam 1 hora para dar uma voltinha pelas lojinhas que abririam às 9hs e estavam fechadas no domingo.
O dia amanheceu frio e chuvoso. Sem guarda-chuvas, eu desisti logo da historia de voltinha por lojinhas.

De Rothenburg para Fussen foram 250km.

Estacionamos o carro no parking e seguimos procurando informações sobre o ticket center. No caminho, resolvemos comprar “lindas” capas de chuva. Alguns compraram luvas e uns chapéus engraçados para proteger a careca.


O processo é o seguinte: os tickets são vendidos no “ticket Center” e tem uma numeração para o tour. Escolhemos visitar apenas um dos castelos – o Neuschwanstein que custou 8,00 euros. Como não sabíamos quanto tempo levaríamos na subida para o castelo preferimos apenas enrolar a fome e deixar para almoçar na volta.
Opção 1 à pé – muito longe. Opção 2 de carruagem e opção 3 de ônibus. Escolhemos o ônibus.

Frio, chuva e mais uma caminhada (além do ônibus). Chegamos ao castelo com tempo de sobra para o nosso tour e num dia de sol teria sido um passeio muito agradável.











Adorei o castelo. A vista. Tudo. É um castelo “moderno” com uma historia interessante.

No caminho de volta, paramos em mais um hotel centenário chamado Hotel Müeller para o almoço. As vegetarianas de plantão fizeram muitos elogios aos pratos. Mais uma vez, não escolhi bem o meu.

De lá seguimos para Fussen; 3,5km depois. Paramos para abastecer e conhecer o primeiro de uma série de Billa. Eu, particularmente, adoro passear em supermercado e comprei várias coisinhas.

Bom... abastecer foi uma novela. Primeiro descobrimos que, diferente dos EUA onde você paga para poder abastecer, na Alemanha você abastece e depois paga. Essa parte foi boa, já que nos EUA ficamos tentando adivinhar quanto vai dar um tanque. 
A parte de abrir o tanque de combustível é que foi complicada. Alexandre tentou, Gustavo tentou, meu pai tentou. Foi preciso Patricia para desvendar o mistério e conseguir.

Em Fussen, nos hospedamos no Hotel Fantasia. Confesso que estava com muito receio do hotel – pela cor, pelo nome – quando fiz a reserva. Foi uma surpresa muito agradável. Os quartos são grandes, novos, limpos e aconchegantes.

Nos instalamos e à noite resolvemos dar uma volta e jantar em algum lugar. Acabamos no Gaststätte Roma Cittá Ristorante Pizzeria um restaurante/pizzaria italiano muito agradável. Os garçons falavam alemão e italiano, mas tinham muita boa vontade e não tivemos maiores problemas. 


Amanhã: Salzburg.


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Rothenburg ob der tauber

De Wurzburg até Rothenburg ob der tauber foram 62km.

Quando estava fazendo minhas pesquisas antes de viajar, encontrei o site Rothenburg.deNele você pode solicitar brochuras com informações sobre a cidade. Me surpreendi com o material que recebi alguns dias depois em casa. E tudo isso de graça!

Chegar em Rothenburg foi fácil mas achar o hotel foi difícil.
As ruas são estreitas. O carro era grande. As placas de transito são um pouco confusas (para nós).
Demos muitas e muitas voltas. Raquel nos mandava para a rua certa, mas para o lugar errado.
Acabamos estacionando o carro e descendo para procurar à pé. Ainda assim levamos algum tempo para achar. O numero que constava no endereço nos levava para uma porta, em um edifício onde as outras portas tinham cara de abandonadas.
Por fim descobrimos que Raquel nos mandava para o lugar certo, mas o hotel tinha duas versões; a mais barata e a mais cara. A mais barata, a nossa, tinha apenas uma porta, sem recepção ou cara de hotel. O check-in era feito na versão cara e o café da manhã era lá também. Pelo menos o estacionamento ficava na versão barata.

Não sei se recomendaria o Gästehaus Goldener Hirsch RothenburgFoi o pior dos 7 hoteis que ficamos. Todos reclamaram dos chuveiros.


Depois de fazer o checkin e descobrir que não tínhamos internet (apesar de dizer no site que teríamos), fomos almoçar restaurante do Hotel Roter Hahn (que não era o nosso). Pesquisando para o post descobri que o hotel tem mais de 600 anos!! 
O cardápio tinha tradução para o inglês e espanhol. O garçom até que falava um pouco de inglês também. Mesmo com essas facilidades alguns de nós se “assustaram” quando os pratos chegaram. Eram bem diferentes da descrição. De qualquer forma, a sobremesa estava ótima!







Provamos várias cervejas e elegemos a Tuchers pilsen como a preferida do dia. Interessante que cada cerveja vinha num copo com a logomarca do fabricante.


A cidade é uma graça. Toda cercada por muralhas da época medieval. Tem pouco mais de 10.000 habitantes e uma sensação de ter parado no tempo. Andamos e andamos tirando milhares de fotos. Sim, imaginem 8 pessoas viajando com 7 câmeras!










Nunca tinha visto e mais tarde descobrir ser tradição de toda essa região da Europa as árvores de Páscoa. Por todos os lugares onde passamos, vi muitos ovos decorados. De plástico, de louça, de casca de ovo mesmo. Muito interessante.

Adorei as vitrines das muitas lojinhas; cheias de brinquedos e artigos típicos. Pena ser domingo e estarem todas fechadas.
O schneeballen é um doce feito de massa frita, num formato de bola, e coberto com açúcar, canela ou chocolate. Nada de espetacular, mas vale a pena provar.

Quando a noite caiu, a temperatura esfriou e o cansaço bateu. Fui dormir cedo e deixei parte do grupo enlouquecida procurando wi-fi e outra parte provando mais cervejas. No dia seguinte soube que teve gente sendo barrada em lan house, por uma chinesa. Que estava presente, que conte a historia.
Ah! Quase esqueci de comentar... é aqui que tem a loja da Kathe Wohlfahrt especializada em ornamentos decorativos de Natal. Queria muito ter ido, mas não deu. Quem sabe na próxima ;)



domingo, 24 de abril de 2011

Trotamundos

Bati o olho ontem na Viagem e Turismo desse mês e resolvi comprar. Na página 34 (só cheguei até aqui, por enquanto) tem um texto muito legal de Rui Porto. Entrei no site da revista, procurando o link, mas não foi disponibilizado e por isso resolvi copiar aqui.

"Dinâmica das viagens.
As melhores coisas da vida são feitas a dois, a três ou até em bando. Quando se trata de viajar, cada grupo pede um destino diferente.
Afirmo sempre que ter saúde é a melhor coisa do mundo. A segunda, viajar. Os maliciosos de plantão questionam: Será? Eu emendo dizendo que viajar pode incluir absolutamente tudo o que há de bom na vida. E é por isso que viajar bem acompanhado é tão legal. Há muitas maneiras de se formar grupos na hora de sair de casa: em bando, em família, só o casal, com amigos, só homens, só mulheres, filhos com o pai, filhas com a mãe. Seja qual for a configuração. uma regra vale para todas: evite grupos numerosos para que não vire uma excursão. Alguns exemplos...
A DOIS Pelo menos uma vez ao ano o casal deve tirar férias dos filhos, dos amigos, de tudo. Não importa se em feriado prolongado no Rio ou uma semana em Paris.
EM FAMILIA Falo do núcleo primário: pais e filhos, mais ninguém. Criam-se uma intimidade e uma cumplicidade que são difíceis de ter no dia a dia. Quanto mais fora do lugar-comum, melhor. Alguém país da Ásia pode ser bacana. Mas os Lençóis Maranhenses cumprem bem o papel.
PAIS E FILHOS Não há por que obrigar as filhas a assistir a partidas de futebol ou jogos de tênis se elas não suportam isso. Nem os garotos a fazer a via-sacra de loja em loja em um outlet em Miami. Mães e filhos, assim como pais e filhas, podem funcionar perfeitamente em uma viagem, basta afinarem o roteiro: pescarias no Pantanal para eles e aulas de história da arte em Florença para elas - ou nada disso.
AVÓS E NETOS Os avós viram crianças e os netos se livram dos pais por um tempo. Cruzeiros ou parques temáticos são óbvios, porém funcionam. Mas museus, como o Tate Modern, em Londres, ou o da Língua Portuguesa, em São Paulo, divertem a todos.
AMIGOS JOVENS O mochilão na Europa tornou-se praticamente um rito de passagem entre os jovens. Amigos da escola do mesmo sexo são o ajuntamento mais comum. Se o roteiro for Europa, não pode faltar Barcelona, tão bem retratada no filme Albergue Espanhol.
AMIGOS NEM TÃO JOVENS Pode ser uma turma da faculdade, do clube, do colégio. Melhor evitar viagens muito longas porque existe o perigo de pintar a nostalgia de um tempo que não volta mais ou, pior, a tentação de um acerto de contas, tema que é clichê de tantos filmes. Faço parte de um grupo chamado A Diretoria que viaja junto há 40 anos. Qualquer lugar serve desde que não faltem muita conversa, muita gargalhada e, sobretudo, muita emoção."

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Sim card

Lembram do nosso Sim card Go Sim que não tinha chegado ainda nas vésperas da viagem? Então, ele finalmente chegou na ultima terça-feira!
Fui orientada pela empresa a postar os chips de volta e que, depois de recebido, eles estornarão o valor pago no prazo de até um mês.
Vamos ver no que vai dar.
De qualquer forma, darei outra oportunidade numa próxima viagem. É preciso apenas tomar o cuidado de pedir com antecedência.

Würzburg

Würzburg é conhecida como ponto de partida da Rota Romântica e tem cerca de 130.000 habitantes. 90% da cidade foi destruída durante um bombardeio dos ingleses na Segunda Guerra e cerca de 20 anos depois, os principais prédios históricos foram perfeitamente reconstruídos.
Honestamente, nunca tinha ouvido falar de nenhuma das duas – nem da cidade, nem da rota. Descobri no Mochileiros, pesquisando sobre a Alemanha.
A rota, que vai de Wurzburg até Fussen, tem 350km e 26 cidades que conservam seu caráter medieval.
Partimos de Frankfurt logo cedo. Tomamos café da manhã na estrada. Uma realidade bem diferente das nossas estradas nordestinas. Tanto pela qualidade e sinalização, quanto pelos restaurantes de “beira de estrada”.
Até Wurzburg foram 220km.
Estacionamos o carro no Parking público na frente do Residenz. Super fácil de usar e com instruções em inglês.

O Palácio Residencial é um dos mais famosos castelos da Europa barroca e patrimônio Cultural da Humanidade.
O dia estava agradável e andamos pelos jardins. Queria ter feito a visita guiada, mas não encontramos a entrada, nem informações.




Em vários monumentos, na Alemanha e na Aústria, encontramos miniaturas como essa abaixo.


Seguimos andando pela cidade em direção ao centro. Atravessamos a Alte Mainbrücke (Ponte Velha). Ficamos um tempo parados por lá aproveitando a paisagem. 


Existem vários mapas espalhados pela cidade, ou pelo menos nessa parte central, mostrando onde estamos e as principais atrações. Não tínhamos um mapa e nos guiávamos por esses.
Quando decidimos subir para o Festung Marienberg, fortaleza que fica no alto, demos uma 
olhadinha no tal mapa e seguimos pelo caminho que achávamos ser o mais perto.
Acontece que erramos a entrada, acabamos dando uma volta, e a caminhada acabou sendo bem mais longa e cansativa do que o previsto. Quando finalmente chegamos à fortaleza, o que todos queriam era sentar e matar a sede. E assim foi a nossa primeira parada para as cervejas alemãs. 


Renovados, demos uma volta pela fortaleza, tiramos algumas fotos, admiramos a paisagem. Os jardins estavam fechados para visitação e só abririam a partir da segunda quinzena de abril.



Encerramos nossa rápida visita à Wurzburg e seguimos viagem até Rothenburg ob der tauber.